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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Controversiando-me...

(KRAEMER, Fernanda.)
Tanto a dizer
Tão pouco a falar
Fácil contar
Difícil conter
Impossível ignorar

Palavra pequena
Gesto pequeno
Tudo pequeno
Quase um nada

Um nada que passa a ser pequeno
Um pequeno que passa a ser grande
Grande o suficiente pra ser visto

Cada dia
Outro dia
Mais um dia

A rotina?
Essa ao menos é sempre a mesma

Eu?
Você?
Eles?
Jamais serão os mesmos
Nem o próprio rio é
Nada é
Tudo é

Você
Eu
Eles
Nós

Todos.

domingo, 26 de setembro de 2010

Cogito ergo poetizo :)

Poeminha escrito há algumas semanas, mas só agora pensei em publicá-lo... Diz muito sobre mim, sobre o que penso e que não gostaria de pensar (hauhauhauha)... Verdadezinhas subliminares... ^^

O fim de semana foi bem bom... A começar por sexta, que foi excelente! Sábado também foi ótimo, apesar de estar exausta. Com direito a descobertas, segredinhos e momentos envergonhantes, uahauhauhauha...

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Poetas, poesias. Verdades, mentiras.
(KRAEMER, Fernanda.)

Um poeta é aquele que escreve
E descreve
Seu verdadeiro eu,
Seu mundo interior,
Seus demônios,
Seus medos,
Seus pecados.

Um poeta, em sua mais pura essência
Mais escreve pela dor,
Pela falta,
Pela carência.

Não há peito que chore em demasia
Quando só se há alegria.

Eu vos passo o meu eu,
A minha verdade,
A minha mentira mais sincera,
A minha poesia.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

I search for my memories ♫

Mais ou menos assim...


Autopsicografia
(PESSOA, Fernando.)

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Confusões e desconfusões

Já não sei mais se sei qual é meu verdadeiro eu. Qual prevalece, qual o certo, o sincero... o real.

Não sei, pois, se sigo
Meu,
Até então,
Verdadeiro eu...
Ou se,
Sendo eu...
Transformo-me
Em meu mais novo eu.


(KRAEMER, Fernanda.)



O texto que se segue clareia alguma das minhas tantas dúvidas, das tantas perguntas. Não os finda, mas abre novos caminhos.


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Brincadeira de dizer a verdade
(CHAPLIN, Charles.)

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é... Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de... Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama... Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é... Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes. Hoje descobri a... Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é... Saber viver!!!

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"Um dia eu descubro
Um dia eu confronto
Um dia eu encontro
Todos esses meus desencontros"
(KRAEMER, Fernanda.)

domingo, 22 de agosto de 2010

Continue a nadar... continue a nadar... ♫

Alguns trechos que me marcaram os últimos dias e que me fazem refletir de alguma (ou várias) forma(s). Possíveis múltiplas interpretações não são coincidência.


Talvez o mundo
Não seja pequeno
Nem seja a vida
Um fato consumado

Quero inventar
O meu próprio pecado
Quero morrer
Do meu próprio veneno

Quero perder de vez
Tua cabeça
Minha cabeça
Perder teu juízo.
(adaptado de: BUARQUE, Chico. Cálice)

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Se ninguém olha quando você passa
Você logo acha
Que a vida voltou ao normal
Aquela vida sem sentido, volta sem perigo
É a mesma vida sempre igual

Se ninguém olha quando você passa
Você logo diz 'Palhaço'
Você acha que não tá legal

Corre todos os perigo, perde os sentidos
Você passa mal
(CAZUZA. Vida louca vida)

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'"Adeus", disse a raposa. "E agora eu vou contar a você um segredo: nós só podemos ver perfeitamente com o coração; o que é essencial é invisível aos olhos. Os homens têm esquecido esta verdade. Mas você não deve esquecê-la. Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa.'
(de: SAINT-EXUPÉR, Antoine de. O Pequeno Príncipe)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Poeminhas

Felicidade
(Lupicínio Rodrigues)

Felicidade foi-se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque sei que a falsidade não vigora

A minha casa fica lá detrás do mundo
Onde eu vou em um segundo quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa
Mas como é que a gente voa quando começa a pensar

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Saudades, tantas saudades...
(FDKS)

Ah que saudades...
Saudades do seu sorriso,
do seu jeitinho, do seu carinho.

Saudades dos seus beijos,
do seu toque, do seu afago.

Saudades do seu olhar,
da sua marra, das suas brincadeiras.

Saudades do seu abraço,
do seu jeito safado fingindo de anjinho, das suas mordidas.

Saudades de estar contigo o dia todo,
sentir seu cheiro, agarrar você e não soltar tão logo.

Saudades de te deixar putinho comigo,
de ficar putinha com você, de ficar com a cara amarrada e depois cair na gargalhada,
porque é simplesmente impossível ficar brava com você.

Volta logo, não aguento de vontade de te ver, quero seu colo, seu carinho, seu beijo, seu afago...... quero você só pra mim >.<

Quero te fazer feliz, te apertar, te fazer sorrir e nunca mais te largar.

Meu branquelo, meu marrado, meu sem vergonha, meu bb...

Meu amor... ♥

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Só sei que não sei

Não sei como aconteceu
Não sei como tudo começou
Não sei se foi você, ou se fui eu
Não sei bem como dizer
Não sei nem o que fazer
Só sei que sei
E que você também sabe.

- FDKS